Variabilidade das características físicas e químicas da água ao longo do estuário do Rio Arade – influência de diferentes escalas temporais no Baixo Estuário

Autores: Cátia Correia, Alexandra Cravo e José Jacob  (Faculdade de Ciências e Tecnologia, Universidade do Algarve)

Resumo:

Os estuários representam a transição entre os ambientes de água doce e marinhos, são reconhecidos como sistemas produtivos do ponto de vista biológico, proporcionando importantes habitats para a vida selvagem local e de protecção para muitas espécies. No entanto, são também sistemas muito procurados pelo Homem e como tal são afectados por pressão antropogénica quer através de escorrência urbana quer agrícola. A quantidade de água doce que entra nos estuários pelo rio influencia a ecologia do sistema, tornando as condições bastante variáveis, particularmente a nível de salinidade, temperatura oxigénio e nutrientes. Inserindo-se nestes ecossistemas, o rio Arade apresenta uma bacia de drenagem com uma área de 966 km2 (SNIRH,1995-2013) sendo 77% na zona da Serra, 14% na zona do Barrocal e 9% no litoral algarvio (Gomes, 2014). Por ser considerado o segundo rio mais importante da costa sul algarvia e devido à elevada pressão antropogénica que suporta, o estudo da variabilidade das características físicas e químicas é de extrema importância, uma vez que os estudos existentes na área centram-se noutras áreas científicas. Este estudo insere-se numa tese de mestrado que tem como principais objectivos: a) estudar a variabilidade sazonal das características físicas e químicas da água (temperatura, salinidade, pH, oxigénio, nutrientes, sólidos em suspensão e clorofila a) no baixo estuário; b) calcular as razões entre os nutrientes, e entre a clorofila a e os feopigmentos; c) calcular balanços de massa de água, oxigénio, nutrientes, clorofila a, sólidos em suspensão (se possível). Actualmente já foram efectuadas três campanhas (Primavera, Verão e Outono de 2015), onde foram feitas recolhas de superfície ao longo do baixo estuário, em 7 estações desde a foz até cerca de 7 km para montante. A análise dos parâmetros analisados será discutida neste trabalho, no contexto da avaliação da sua variabilidade espacial e sazonal.

Cláudia et al

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